quarta-feira, 5 de março de 2025

As estátuas de Vênus: Vênus de Milo

Vênus de Milo, Museu do Louvre, Paris-FR
Trata-se de uma famosa estátua grega da antiguidade, representando Afrodite (Vênus, para os romanos), a deusa do amor e da beleza. Esculpida em mármore por volta de 100 a.C., acredita-se que seja obra de Alexandros de Antioquia. A estátua foi descoberta em 1820 na ilha de Milos, na Grécia, e está atualmente exposta no Museu do Louvre, em Paris.

A Vênus de Milo é conhecida por sua beleza clássica e pela ausência dos braços, o que contribuiu para sua fama e mistério. A estátua mede aproximadamente 2 metros de altura e é um ícone da arte helenística, destacando-se pela harmonia das proporções e pelo drapeado elaborado das vestes. Sua descoberta e aquisição pelo Louvre foram marcadas por disputas e controvérsias, mas desde então tornou-se uma das obras de arte mais reconhecidas e admiradas do mundo.

Referência consultada:

domingo, 18 de junho de 2023

Para descalfruir


No dia 31 de maio de 2023 veio a lume pela minha astúcia em publicar algo, a obra descalfruir. O título, para fins de registro, precisa estar com inicial maiúscula. Porém, trata-se de um verbo - e não um substantivo que identifica entidades, razão possível para mantê-lo como Descalfruir. Sobre esse verbo, quero dizer que ele foi fruto de uma investigação linguística. Na minha primeira obra, Luzalma, fiz a união de dois termos, justapostos. Agora, pensei um realizar algo que se desdobrasse em mais palavras. Várias são as leituras possíveis da individualidade dos termos, nessa obra, aglutinados. O elemento descal- pode sugerir "descalçar", o processo de mudança, de alteração, de transmutação. Quanto à -fruir, temos o elemento pragmático, o uso, a recompensa, a bonança ou a necessidade. Para descalfruir é preciso estar, poeticamente, aberto ao retorno recursivo dos significados, dos caminhos rizomáticos do viver, entre a janela e a semente.

Assim, para promover a usabilidade do verbo, coloco abaixo minha intervenção com as pessoas da língua, em seus tempos e modos. 

● indicativo - presente: eu descalfruo tu descalfruis você descalfrui nós descalfruímos vós descalfruís vocês descalfruem ● indicativo - pretérito imperfeito: eu descalfruía tu descalfruías você descalfruía nós descalfruíamos vós descalfruíeis vocês descalfruíam ● indicativo - pretérito perfeito: eu descalfruí tu descalfruíste você descalfruiu nós descalfruímos vós descalfruístes vocês descalfruíram ● indicativo – pretérito mais-que-perfeito: eu descalfruíra tu descalfruíras você descalfruíra nós descalfruíramos vós descalfruíreis vocês descalfruíram ● indicativo - futuro do presente: eu descalfruirei tu descalfruirás você descalfruirá nós descalfruiremos vós descalfruireis vocês descalfruirão ● indicativo - futuro do pretérito: eu descalfruiria tu descalfruirias você descalfruiria nós descalfruiríamos vós descalfruiríeis vocês descalfruiriam ● subjuntivo - presente: que eu descalfrua que tu descalfruas que você descalfrua que nós descalfruamos que vós descalfruais que vocês descalfruam ● subjuntivo - imperfeito: se eu descalfruísse se tu descalfruísses se você descalfruísse se nós descalfruíssemos se vós descalfruísseis se vocês descalfruíssem ● subjuntivo - pretérito imperfeito: que-quando-se eu descalfruísse que-quando-se tu descalfruísses que-quando-se você descalfruísse que-quando-se nós descalfruíssemos que-quando-se vós descalfruísseis que-quando-se vocês descalfruíssem ● subjuntivo - futuro: que-quando-se eu descalfruir que-quando-se tu descalfruíres que-quando-se você descalfruir que-quando-se nós descalfruirmos que-quando-se vós descalfruirdes que-quando-se vocês descalfruírem ● imperativo - afirmativo: descalfrui tu descalfrua você descalfruamos nós descalfruí vós descalfruam vocês ● imperativo - negativo: não descalfruas tu não descalfrua você não descalfruamos nós não descalfruais vós não descalfruam vocês ● infinitivo pessoal: para descalfruir eu para descalfruíres tu para descalfruir você para descalfruirmos nós para descalfruirdes vós para descalfruírem vocês ● gerúndio: descalfruindo ● particípio passado: descalfruído ●



quarta-feira, 28 de setembro de 2022

So-corro


Fonte: ANDRADE, Daniel Everson da Silva; SEVERO, George Glauber Félix; SOUSA, Verônica Maria Rufino de (orgs.) I Coletânea de poesia cordel contos e crônicas do IFPB: homenagem a Bebé de Natércio. João Pessoa: IFPB, 2021, p. 48. Disponível em: http://editora.ifpb.edu.br/index.php/ifpb/catalog/book/404



sábado, 19 de fevereiro de 2022

Psalterium



Ao som da luz,
a consolação;
entre rezas,
apenas afiar.
Ao sabor do cheiro,
configurar
as ondas marítimas
do etéreo.
Nas nebulosas
do mistério:
abrir o livro
da temperança.
Viver futuro
na lembrança;
no limbo se marcar,
agudeza do saltério.
Eremita de paixão
de um deus interior;
o que causa estupor;
o que fura os olhos;
temido por todos:
um eu
que sou os outros.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Imagem



Depois de ler Bachelard
e ficar encantado.

Aquilo que os olhos viram;
que as mentes pensaram,
sob a chama de uma vela,
reluze diante do poeta:
o tônus perfilado,
secretamente,
da imagem.

Torna ver, no pensar,
ao som da imaginação,
a imagem, ela, 
transmutando à mente
na poética do olhar:
criar os mundos, 
sobre os mares,
na leitura-escrita,
sonhar. 

Guarda-se a imagem
no secreto da memória;
tece um manto
para lhe esconder.
Porém, surge ela,
narrando a história,
abrindo o verbo
a nos entreter.

E nos ensina,
e nos disserta,
e nos converte
de paixão.

Sendo ela mesmo
a narrativa
e a poesia
da emoção.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Morte do poeta





Ao ler sobre Fernando Mendes Vianna
por Anderson Braga Horta.

Quando morre um poeta,
morre com ele a necessidade da palavra.
Fez o café, sentou na mesa e escreveu.

Entre as linhas de uma quadra,
o último suspiro. 

Silêncio e solidão, acompanhantes,
vigiam a hora do partir.

Intimidade com a palavra é
escrever todos os dias, prega.
Daí, pega a caneta ou digita,
desliza o dedo entre metáforas.

Quem eras tu, amante da palavra,
tão sozinho entre ternos e danças
com o verbo?
Quem foi teu amor, 
quem foram teus filhos,
onde guardaste tua fortuna?

Quando morre um poeta,
morre com ele a necessidade da palavra.
Tom sobre tom de um silêncio
- que diz tudo -
necroarterial.